domingo, 7 de abril de 2013

"À Beira do Caminho" genial drama realista de Breno Silveira consolida o estilo brasileiro e conta com a interpretação orgânica de Vinícius Nascimento.

Acabo de assistir ao filme "À Beira do Caminho". Cada vez que assisto a um filme deste nível me certifico mais que o Cinema Brasileiro tem alta qualidade e que já é possível se falar em um "estilo brasileiro de cinema". Impecável, o filme lembra em certos pontos o genial "Central do Brasil". Comovente e realista, o filme conta a parceria entre um menor que pega carona e o respectivo motorista do caminhão. E, nesta viagem, a vida, o passado e os traumas vão sendo revelados até o amadurecimento dos personagens. Em determinados momentos temos a clara noção de que os papéis se invertem agindo a criança de forma mais adulta que o homem. Destaques: a impecável direção de Breno Silveira (que fez "2 Filhos de Francisco" - outra grande obra), a trilha sonora maravilhosa (eu nunca tinha percebido como é linda a voz da Vanessa da Mata - uma das grandes intérpretes do Brasil na atualidade), e, claro, para o elenco encabeçado pelo excelente João Miguel e pelo impressionante Vinícius Nascimento (a cena dele esmurrando e chutando um portão é de uma organicidade brutal). Cinema de verdade - fico feliz de saber que ainda existe gente que trata a imagem fílmica como arte - e mais feliz ainda por ser no Brasil! Nota 10,0!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O Substituto - do excelente Tony Kaye nos faz refletir sobre os rumos da sociedade atual com atuações extremamente densas




Acabo de assistir, impressionado, ao filme "O Substituto" dirigido pelo genial Tony Kaye (responsável pela obra-prima "A Outra História Americana"). Mais uma vez Kaye realiza um excelente filme marcado de críticas sociais, pessimismo e com uma visão afiada da decadência dos seres humanos no mundo atual. Profundo, amargo, e pesado a obra não vai deixar ninguém (que tenha um mínimo de consciência) indiferente. Marcado por uma câmera que foca em closes o filme desnuda as mágoas dos personagens com uma densidade de emocionar! As interpretaçãoes de todo o elenco são espetaculares - humanas, belíssimas e comoventes. É pena que são poucos os autores que ainda investem em Cinema de forma artística, pois, é um extraordinário veículo que nos faz repensar nossos valores e nos indagarmos onde está indo nossa sociedade. Nota 10,0!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Argo - drama tenso e contido no sentimento reafirma o alto nível de Ben Affleck na direção!

Continuando a analisar os filmes do Oscar agora comento Argo. 
Ao iniciar a assistir Argo eu já conhecia o trabalho do Ben Affleck - posso dizer que nunca fui um grande fã do ator - mas o Diretor Affleck me surpreendeu com seu dois longas anteriores (Medo da Verdade e Atração Perigosa). Diretor de alto nível Affleck repete a mesma façanha neste seu longa mais recente. Argo é contido no sentimentalismo mas afiado na dramaticidade. É tenso e deixa o espectador inseguro a respeito da solução dos fatos. Ninguém tem certeza do que vai acontecer na tela e a própria insegurança dos resgatados se reflete na dúvida interior do personagem principal (vivido pelo próprio Affleck) que mantém uma expressão de insegurança - perfeitamente expressada pelo olhar e, constantemente contradita por ele em palavras quando afirma que conseguirá salvar os reféns. Excelente exemplar de direção (lamentavelmente não indicado nesta categoria) sem apelar para maniqueísmos e panfletagem. Não sei se seria de fato o melhor filme (afinal "Django", é um arraso, "Indomável Sonhadora" é comovente e ainda não assisti "Amor") mas o prêmio não lhe é indevido! Porém, em direção, mesmo com alta qualidade creio que Django e A Hora Mais Escura poderiam ter levado o prêmio! Mas sem dúvida Argo é imperdível. Assistam com calma - o ritmo não é veloz e se baseia nitidamente nos filmes dos anos 70 (atá a vinheta de abertura da Warner é antiga). Detalhe para a sufocante cena em que uma das personagens tira uma foto de polaroid em um mercado público! Nota 9,0! 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A Hora Mais Escura. Verdade ou não Kathryn Bigelow dirige um excelente exercício de cinema documental

Ok Galera - agora vou fazer um breve comentário de "A Hora Mais Escura". Quando Oliver Stone foi questionado sobre seu filme JFK ele respondeu: "Eles criaram uma mentira...eu criei outra". Pois bem, o que não se pode evidenciar em "A Mais Escura Hora" é se é uma mentira ou verdade, já que para nós, público, sem acesso a qualquer informação junto à fonte jamais saberemos se realmente Bin Laden morreu mesmo. Dito isso e mergulhando na "magia do cinema", ou seja, esquecendo do que se trata e da possível propaganda americana é possível assistir ao magnífico exemplar de cinema que é o novo filme da  genial Kathryn Bigelow. 


Bem, para começar o filme muitas vezes denuncia as tendências de "o fim justificar os meios" com cenas violentíssimas de torturas, o que soa mais como crítica do que como propaganda do "Tio Sam" - mesmo que justificado constantemente: "3000 mil inocentes morreram" diz a personagem. A atuação do elenco é ótima e Jessica Chastain se entrega totalmente ao papel (destaque para a cena final - que, é óbvio, não vou contar). Mas a "fera" mesmo é a excelente Diretora Bigelow. Com extrema competência a moça dirige com qualidade de deixar no chinelo Ridley Scott (Falcão Negro em Perigo) e Paul Greengrass (Vôo United 93). O filme de Bigelow é espetacularmente bem filmado (os enquadramentos são perfeitos - chegamos a ver o olho do soldado sob a luz da mira da arma, pneus em close, panorâmicas das cidades, profundidade de campo evidenciando personagens...). É altamente profissional o trabalho de direção não só na forma, mas na condução dos atores e no ritmo  da narrativa. Outro destaque é a qualidade do som - nunca explosões e tiros soaram tão fortes no cinema, de parar o coração! Lamento que Kathryn Bigelow uma das melhores diretoras da atualidade - com raríssima noção de cinema-reportagem, não tenha sido indicada para o Oscar este ano - ela não precisava ganhar, pois, como falei, não sei até que ponto o filme é verídico. Mas, em termos de competência na direção é cinema de muita mais qualidade do que Lincoln, por exemplo! Nota 9,0!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Rocky II - a Revanche: o triunfo do herói simples, honesto e disciplinado


Uma máquina do tempo acaba de me transportar ao passado!
Encontrei com preço convidativo a série Rocky Balboa e, não resisti, adquirindo um exemplar do Box com a série completa.


Iniciei assistindo aquele que foi meu primeiro contato: "Rocky II - A Revanche". Filme que pude ver nos cinemas (assisti quatro vezes na época). Este filme tem um significado especial para mim. Quando o primeiro Rocky foi exibido eu não tinha idade para adentrar às salas de cinema – pois a censura do filme era 16 anos, logo, meu primeiro contato com a série foi o segundo filme!
Revê-lo 33 anos após foi, mais uma vez, emocionante. É uma sensação única assistir à saga deste gladiador moderno com quem um imenso publico se identifica.

E porque Rocky é tão querido do público?

Porque se tornou este herói tão cativante?

Quem é este “Garanhão italiano” que faz todos torcerem por ele?
É simples: Rocky é o homem comum, gente boa, trabalhador, honesto, homem de família, bom amigo e religioso. Apaixonado por sua esposa e seu filho e é um grande ser humano. Educado, prestativo, cordial, amado por todos e cativantemente simplório, para não dizer, "mente curta". Um efeito disto é sua baixa classe social em parte decorrente de sua humildade. Não sendo arrogante nem prepotente,  Rocky cativa a todos. Mas ele tem moral, ética e todos os valores que tanto buscamos nos dias de hoje (e na época do filme, é claro – o que destaca a atemporalidade da obra).

Esta simplicidade e ingenuidade aliadas ao árduo e disciplinado trabalho fazem de Rocky o vencedor que cada um de nós procura. Não aquele vencedor super-herói, mas, sim o vencedor herói – aquele que acorda todos os dias e luta para trazer o pão para casa. Luta com dificuldades para vencer sua mediocridade e simplicidade e que com muito trabalho e esforço vence! Ou seja, ele vive em cada um de nós. Cada qual com suas dificuldades e deficiências.
Os personagens são todos estereotipados: Adrian é a esposa certinha, querida, delicada, doce e amorosa. Ela vale o esforço do “macho” para protegê-la. Ela é o “anjo” do filme. Paulie, o cunhado amigo, mas de moral duvidosa; e Mickey : o velho treinador que trata o pupilo como filho, buscando assim, exorcizar nele a carreira que abandonou.

Rocky II (e todos os outros da série) segue à risca a cartilha do primeiro filme – sublinhando os valores do personagem principal e opondo-o a um inimigo mais forte – o que torna a vitória mais difícil e, portanto, mais saborosa.
Diferente de Rocky, seu criador Sylvester Stallone é um gênio (na sua área)! Grande ator (para que o papel exige) e ótimo diretor. É um verdadeiro Cristo (até carrega uma cruz em determinada cena – o que induz nossa compaixão com seu sacrifício). É ótimo para torcer a boca e expressar dor e sofrimento. Stalonne é especialista em manipulação e maniqueísmo. Confesso que nunca torci tanto num jogo de futebol como torci para que Rocky “baixasse a lenha” em Apollo Creed. Colocando os elementos na hora e na intensidade certa Stalonne emociona qualquer um – seja no despertar da esposa Adrian no hospital, seja na belíssima expressão de Adrian ao acompanhar a luta pela TV e o “eu te amo final”. É uma obra-prima de “venda de emoções”. E compramos porque queremos nos emocionar mesmo na defesa dos valores acima mencionados!

Fora as espetaculares lutas, que são editadas primorosamente, as duas grandes cenas do filme são o retorno ao treinamento com a primeira tomada de Rocky se exercitando ao amanhecer (esta sequência-montagem criou escola) e, em seguida, a linda cena em que Rocky corre acompanhado por centenas de crianças. Cena de uma beleza cinematográfica ímpar (ok, extremamente piegas, mas, qual ser humano é tão bruto e com o coração de aço que não irá sucumbir às lágrimas quando Rocky chega a o topo da escada no apogeu dos acordes da linda trilha sonora de Bill Conti?).
Para finalizar: e Apollo? (guardei ele para o final).

Ele é o vilão? Nunca! O personagem é um excelente profissional que mais funciona como o nível de conquista que todos temos que atingir do que como vilão. Apollo é o marco de superação que temos que atingir. É um ótimo administrador de sua vida e um grande atleta. Não há vilania nele. Sem ele não teríamos parâmetros para quantificar a vitória do personagem principal, e por tabela, a nossa vitória enquanto “Rockys”.
Apollo é o “mal necessário”; é o vestibular que tempos que enfrentar; o concurso no final do ano; a prova da OAB; o trabalho de conclusão de curso. Que, só podem ser vencidos com trabalho, disciplina, dedicação, humildade, otimismo e fé. Nenhum obstáculo é tão grande que seja insuperável. Sem Apollo Creed não há vitória. E só o derrotando subimos um grau acima de nossos limites.

Lamento (um pouco) que a série, a partir do terceiro filme tenha abandonado a universalidade do herói suburbano para concentrar-se em propaganda da Nação Americana, mas a incitação ao trabalho, à disciplina e a vontade de vencer continuam presentes sem abalar os valores do personagem. Nesse aspecto a série Rocky funciona como excelente exemplar de auto-ajuda revitalizando o otimismo pra vencer na vida.
Mais um dos exemplares do excelente cinema americano dos anos 70, Rocky II até hoje mantém o seu conteúdo acima da forma. Merece ser revisto de tempos em tempos para que deixemos de reclamar da vida e possamos renovar as energias em recomeçar o árduo trabalho diário com fé e esperança. E também é ótimo entretenimento para um domingo à tarde. O que dizer mais? Nota 10,0. Agora vamos assistir os outros da série! Vença sempre Rocky – estamos com você!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

007 - Skyfall - O maior Herói adulto do cinema não é mais o mesmo!


Algumas breves considerações sobre 007 - Skyfall (agora já deu tempo de assistir né?): sempre fui fã MESMO de 007. Mas porque? Ora, é simples: um agente secreto que é extremamente competente, cheio da grana, bonitão, muito bom de briga, inteligentíssimo, charmoso, educado, elegante, chique e, o mais importante, sempre se dá bem com as mulheres mais lindas (o que inclui, geralmente, a do vilão), ser tudo isso é o sonho de todo homem - homem adulto frisa-se, e não crianças e adolescentes que sonham em ser Batman, Homem-aranha ou Hulk. Pois bem, James Bond sempre foi meu Heroi (com H maiúsculo, mesmo). Lamentavelmente essas qualidades pouco a pouco foram sendo "cortadas" da série desde a entrada de Daniel Craig. Não tenho nada contra Craig - é provavelmente o melhor ator (na questão dramática) que esteve na pele de Bond, mas, sua postura é rude, não é elegante, e feio (perdão mulheres) e falta "finesse" ao tipo (Daniel - sorry - vc é nota 10 mas não como Bond). Creio que as bilheterias de Brutamondes como Jason Statham e Bruce Willis e o realismo de Jason Bourne inibiram 007 a continuar sendo o mesmo e Barabara Broccoli autorizou a imitação.   Todos dizem que Daniel Craig é Bond - mas quem diz não conhece Bond no cinema! 
Dito isso vamos ao filme Skyfall: vou ser bem matemático - vamos lá: dividindo em 3 partes - a introdução é espetacular e a abertura é uma obra-prima - assim que terminou pensei que pela primeira vez 007 seria indicado para o Oscar. O filme segue maravilhosamente bem - teoria e ação se misturam com perfeição uma luta frete a um painel de luzes é maravilhosa. Pensei -aí está o melhor filme de James Bond. Porém quando o vilão de Javier Bardem aparece a coisa degringola. Um misto de Coringa e Clodovil coloca o vilão numa posição ridícula. Não estou falando mal de Bardem que é um excelente ator e entrega uma caracterização excelente – mas não para um filme de 007. O filme até que consegue manter o fôlego mesmo com a afetação de Bardem, mas quando chega uma fuga do vilão pelo metrô tive certeza que estava diante do novo filme do Homem-Aranha (que também gosto, mas, para 007 é infantil demais).
Até aí a coisa anda, porém, é na terceira parte do filme que “desanda a maionese” mesmo! (atenção SPOILLERS - se vc não viu, não leia). Cercados em uma cabana sem armas Bond, M e o padrasto de 007 irão estar em situação plagiada de “Sob o domínio do Medo” de Sam Packinpah – e o pior – com artimanhas McGyver (ora, M fazendo “bombinhas” com lâmpadas é ridículo) neste ponto o filme deixa de ser 007 e passa a qualquer faroeste caipira. Ah, e 007 já não pega mais mulheres (só uma - o que é pouco para um 007!
Bem – matemática é matemática – qual a nota? 1ª parte – 10,0! 2ª parte – 6,0. 3ª parte - 4,0. 007 Skyfall ganha: 6,6. Que pena – tanto tempo esperando e agora acho que “enterraram” Bond de vez. É o sinal dos tempos – 2012 foi o ano que tudo acabou – pelo menos para James Bond – aquele do cinema!    

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Katy Perry – Part of Me (3D). Trabalho, crises e lágrimas nos bastidores da “Terra dos Doces”.


Já conheço o trabalho da Katy Perry há alguns anos – meu primeiro contato foi com o polêmico clip pseudo-lésbico de “I kissed a girl” e, de imediato percebi três coisas: ela é impressionantemente linda e carismática, a música é muito bem concebida e o timbre da voz da moça é delicioso – puxado para o rouco e com a delicadeza e suavidade necessárias para o estilo.
Sempre que nos deparamos com alguém que teve um sucesso meteórico temos a tendência de afirmar que: “é produto da mídia”, “é empulhação”, “ela não canta nada, não compõe, só chega no palco e canta” , “há uma banda profissional contratada para a parte musical e se ela não é boa ninguém percebe”. Ok, existem casos (como Britney Spears) em que realmente falta voz, mas não é o caso da Perry, que esbanja talento ao desfilar no seu palco “Terra dos Doces”.
Depois que assisti aos vídeos de “Land of Confusion” e “Invisible Touch” do Genesis (sem comparação com a Katy, claro) aprendi que temos que buscar a construção melódica e harmônica que há por trás de uma música, pois, muitas vezes a embalagem Pop oculta grandes melodias e cadências harmônicas. 
No caso de uma Estrela de Grande Porte e queridinha dos adolescentes, nos esquecemos que  para chegar ao topo todo artista sofre, trabalha, compete, luta para impor sua identidade pessoal e musical e se decepciona inúmeras vezes e, aqueles que não “aguentam o tranco” não chegam ao final da escalada. As grandes estrelas são de carne e osso como nós, sofrem, se estressam, entram em crises e passam por muitas situações bem difíceis, mas, o que chega até nós enquanto público é apenas a embalagem final.
Mas vamos ao filme:
As mais lindas cenas do show são com iluminação mais
"dark" - Katy lembra a Mulher-Gato. 
Primeiro a forma:
Kate é realmente uma bela mulher! Tem um vozeirão mesmo! As cenas de palco são belíssimas (sim, são bem melhores que as do Rock in Rio e o show é bem mais gigantesco do que o que aterrissou na “Cidade Maravilha”). Os trechos ao vivo quando assistidos em 3D e com Dolby Surround são impressionantes. É empolgante ver o show da moça no telão. O palco, nos momentos mais “dark” em que os tons escuros dominam (coisa que não teve aqui no RIR), fica magnífico. 
Depois o conteúdo:
Anos de trabalho para chegar a ser notada pelas gravdoras
Katy é uma mulher de fibra! Sofreu o diabo para aparecer no show business. Não foi fabricada. O filme revela em detalhes quantas vezes ela foi rejeitada pelas gravadoras e as inúmeras vezes em que, mesmo com o aval do grande Glen Ballard (produtor e co-autor das melhores músicas da Alanis) não se curvaram ao talento da moça buscando rotulá-la como tantas outras.  Katy Compõe mesmo! Só estourou no momento em que não se deixou manipular. É feia quando acorda (acreditem, ela é humana e pode ser feia como qualquer um de nós ao sair da cama)! E sofre mesmo quando Russell Brand dá um fora na moça. Katy chora de emoção (honestamente mesmo!) quando os fãs prestam homenagem em uníssono no Brasil e quando recebe os fãs no camarim é muito simpática.
Katy e....quem será?
Aliás, a homenagem que ela presta à Alanis é excelente – realmente a Musa de Ottawa influenciou muitas gerações e continua influenciando.
É até surpreendente que uma criança chegue ao camarim e diga que sua música preferida da Perry é a lindíssima "Pearl".   
Momentos sem maquiagem mostram o lado
humano da cantora
Fica uma lição de vida: trabalhe sério pelo que você quer. O sucesso não vem de graça e acontece gradativamente (e não do dia para a noite). O que vem de forma instantânea é a exposição da pessoa e do seu trabalho ao público. Mas tudo que chegou nesse nível passou por anos de preparação e é assim com tudo na vida (profissão, amor, maturidade...).
A bela irmã Angela Hudson
Então, “Part of Me” expõe duas frentes: a Kate gigantesca, excelente cantora e compositora. E a Perry fragilizada, delicada e melancólica. 
Pontos positivos: ora, todo o filme, que não deixa a peteca cair, o impressionante palco e o desenho de iluminação, ambos espetaculares.  O 3D é ótimo! 
Katy prepara um sorriso após ter ido às lágrimas
Ponto negativo: muitas partes do filme são em 2D (não entendi porque não tentarem pelo menos converter...) 

Ponto para Katy que acreditou no seu trabalho e chegou lá. O resultado está no palco!  Nota: 8,5 parabéns Perry, valeu o trabalho!