Mostrando postagens com marcador drama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drama. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Nosso Amor de Ontem - Belíssimo drama de amor reflete o Macarthismo com direção impecável de Sydney Pollak e intrepretações ótimas de Redford e Streisand




NOSSO AMOR DE ONTEM: Pronto galera! Mais uma lacuna na minha cultura cinematográfica foi preenchida. Até hoje eu não havia assistido "Nosso Amor de Ontem" de Sydney Pollak e com Robert Redford e Barbara Streisand. O que dizer de um filme da época que mais gosto do Cinema americano (anos 70)? Todo aquele clima, paixões, movimentos estudantis, consciência política (e a história se passa em pleno Macarthismo), a estética da época...simplesmente apaixonante. 

Como não se deixar levar pela linda paixão do casal que mesmo sendo extremos opostos busca aproximação por meio do amor. A química entre Refdord e Streisand (ambos no auge de suas interpretações) funciona muito. O elenco de apoio é maravilhoso (James Woods está genial). E a direção de Pollak não só é tecnicamente perfeita como em termos de ritmo e da condução das cenas é de tirar o chapéu! 

As vidas do universitário-oficial da Marinha (Redford) e da militante anti-fascismo (Streisand) se cruzam se chocam entre a leveza e ao mesmo tempo razão dele que se opõem à fúria e infelixibilidade de princípios dela. Esse fogo, essa tormenta, esse furação que comanda os dois perturba a vida de todos até o final (que não vou contar mesmo! tem que assistir). Filme de Amor sério, com "A" maiúsculo e de grande significação social, "Nosso Amor de Ontem" é um primor em termos de cinema dos anos 70 - década que foi marcado por obras-primas como "Um Estranho No Ninho", "Todos os Homens do Presidente", "Um dia de cão" e muitas outras pérolas do cinema americano! 

Com imenso prazer me transportei de novo para minha década favorita e me deliciei com as belíssimas cenas do filme - em especial quando a personagem de Streisand (indicada ao Oscar) dorme com seu amado bêbado e chora percebendo que ele não sabe em que cama está - e a genial cena da discussão após uma agressao sofrida por Redford num protesto. Maravilhoso - e ainda conta com a lindíssima música-título (conhecidíssima) vencedora do Oscar.  Belíssimo! Cinema da melhor qualidade! Nota 9,0! (perde um pouquinho o ritmo no meio)


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Azul é a cor mais quente - Amor com intensidade e entrega em raras vezes vistas no cinema.

Ontem saí impressionado do Cinema - fui assistir ao maravilhoso "Azul é a Cor Mais Quente". Simplesmente genial - filme com 3 horas de duração, ritmo lento mas que em nenhum momento cansa. Aos que indagarem - não é um manifesto Gay e sim um filme sobre o Amor. Pouco importa o sexo das protagonistas e até mesmo a belíssima (e comentadíssima) cena de sexo  no filme. A beleza está na entrega das atrizes que demonstram um Amor com profundidade raríssimas vezes visto no Cinema. A cumplicidade e intensidade do relacionamento é sublinhada na tela pela filmagem em extremo close e que invade a alma das protagonistas criando um elo emocional com a plateia. Com interpretações de perder a respiração as atrizes são impecáveis e aí está uma grande chance que Hollywood tem de premiar uma atriz de verdade - a impressionante Adèle Exarchopoulos - ela fala com os olhos, com a alma, com o coração - é um filme para ser visto sem legendas (depois, claro de dominar a história - lá pela terceira ou quarta vez)! Junto com Rachel Weizs (por: Amor Porfundo) e Cate Blanchet (Por: Blue Jasmine) aqui está a minha outra favorita a melhor atriz do ano! Um Arraso mesmo! Pela dimensão da fotografia e pelos closes (é importatíssimo prestar muita atenção aos olhos da Adèle - todo o subtexto da personagem está lá) é um filme para ser visto no cinema, muitas vezes. Mas prepare seu coração - raras vezes a paixão foi demonstrada com tantas cores no Cinema, ou melhor, com uma: Azul - a mais quente! Nota 10,0!




sexta-feira, 1 de março de 2013

Argo - drama tenso e contido no sentimento reafirma o alto nível de Ben Affleck na direção!

Continuando a analisar os filmes do Oscar agora comento Argo. 
Ao iniciar a assistir Argo eu já conhecia o trabalho do Ben Affleck - posso dizer que nunca fui um grande fã do ator - mas o Diretor Affleck me surpreendeu com seu dois longas anteriores (Medo da Verdade e Atração Perigosa). Diretor de alto nível Affleck repete a mesma façanha neste seu longa mais recente. Argo é contido no sentimentalismo mas afiado na dramaticidade. É tenso e deixa o espectador inseguro a respeito da solução dos fatos. Ninguém tem certeza do que vai acontecer na tela e a própria insegurança dos resgatados se reflete na dúvida interior do personagem principal (vivido pelo próprio Affleck) que mantém uma expressão de insegurança - perfeitamente expressada pelo olhar e, constantemente contradita por ele em palavras quando afirma que conseguirá salvar os reféns. Excelente exemplar de direção (lamentavelmente não indicado nesta categoria) sem apelar para maniqueísmos e panfletagem. Não sei se seria de fato o melhor filme (afinal "Django", é um arraso, "Indomável Sonhadora" é comovente e ainda não assisti "Amor") mas o prêmio não lhe é indevido! Porém, em direção, mesmo com alta qualidade creio que Django e A Hora Mais Escura poderiam ter levado o prêmio! Mas sem dúvida Argo é imperdível. Assistam com calma - o ritmo não é veloz e se baseia nitidamente nos filmes dos anos 70 (atá a vinheta de abertura da Warner é antiga). Detalhe para a sufocante cena em que uma das personagens tira uma foto de polaroid em um mercado público! Nota 9,0!