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quarta-feira, 17 de abril de 2013

MAMA, apesar de tenso e de ter imagens belíssimas em sonhos, é mais do mesmo. Mas valeu a intenção.

Acabo de assistir ao filme MAMA - produzido pelo genial Guillermo del Toro e dirigido pelo estreante Andres Muschietti. Primeiramente vamos esclarecer algumas coisas: não me considero um crítico e sim um "comentarista"; e, todo filme que é avaliado por mim não está sendo comparado com outro e, sim, em sua proposta, recebe a nota que equivale à "correspondência" entre o material publicitário e o conteúdo da obra. Dito isto, vamos ao  comentário: MAMA é bem legal! Extremamente tenso em alguns momentos, os personagens têm uma certa profundidade e há esforço do diretor e do elenco em criar verossimilhança (uma baixista de banda, um designer...em suma, pessoa que têm suas vidas normais). A história é interessante, as crianças dão conta do recado. E tem algumas passagens geniais (o abraço imobilizador da personagem de Jessica Chastain (Annabel); O reconhecimento do tio pela sobrinha ao colocar os óculos) e outras PERFEITAS (as imagens de sonhos e aquela em que Annabel "recebe" a história do espírito - em um sonho também, e, lembra as imagens da fita em "O Chamado" - é a melhor cena do filme diasparado! Mas porque não é um grande filme? Pelo simples motivo de que.....é igual a tudo!!! Pronto, falei!!! De novo góticos, sustinhos, criancinhas, desenhos "macabros" de crianças, fotografia descolorida....até o design da MAMA é legal, mas, o final (que não vou contar, óbvio) é meio "Ah! Que apoteótico!!!"...faltando um toque mais sério e profundo (como a obra poderia ter). Bem...é acima da média e vale a pena ver... mas, infelizmente, em momentos cruciais...é mais do mesmo! Valeu a intenção, mas, o cinema de terror está precisando se reinventar. Quem sabe a refilmagem do Clássico Evil Dead vai mais longe? Nota 7,0! 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A Hora Mais Escura. Verdade ou não Kathryn Bigelow dirige um excelente exercício de cinema documental

Ok Galera - agora vou fazer um breve comentário de "A Hora Mais Escura". Quando Oliver Stone foi questionado sobre seu filme JFK ele respondeu: "Eles criaram uma mentira...eu criei outra". Pois bem, o que não se pode evidenciar em "A Mais Escura Hora" é se é uma mentira ou verdade, já que para nós, público, sem acesso a qualquer informação junto à fonte jamais saberemos se realmente Bin Laden morreu mesmo. Dito isso e mergulhando na "magia do cinema", ou seja, esquecendo do que se trata e da possível propaganda americana é possível assistir ao magnífico exemplar de cinema que é o novo filme da  genial Kathryn Bigelow. 


Bem, para começar o filme muitas vezes denuncia as tendências de "o fim justificar os meios" com cenas violentíssimas de torturas, o que soa mais como crítica do que como propaganda do "Tio Sam" - mesmo que justificado constantemente: "3000 mil inocentes morreram" diz a personagem. A atuação do elenco é ótima e Jessica Chastain se entrega totalmente ao papel (destaque para a cena final - que, é óbvio, não vou contar). Mas a "fera" mesmo é a excelente Diretora Bigelow. Com extrema competência a moça dirige com qualidade de deixar no chinelo Ridley Scott (Falcão Negro em Perigo) e Paul Greengrass (Vôo United 93). O filme de Bigelow é espetacularmente bem filmado (os enquadramentos são perfeitos - chegamos a ver o olho do soldado sob a luz da mira da arma, pneus em close, panorâmicas das cidades, profundidade de campo evidenciando personagens...). É altamente profissional o trabalho de direção não só na forma, mas na condução dos atores e no ritmo  da narrativa. Outro destaque é a qualidade do som - nunca explosões e tiros soaram tão fortes no cinema, de parar o coração! Lamento que Kathryn Bigelow uma das melhores diretoras da atualidade - com raríssima noção de cinema-reportagem, não tenha sido indicada para o Oscar este ano - ela não precisava ganhar, pois, como falei, não sei até que ponto o filme é verídico. Mas, em termos de competência na direção é cinema de muita mais qualidade do que Lincoln, por exemplo! Nota 9,0!