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domingo, 6 de novembro de 2011

Evanescence: Amy Lee e sua banda chegam ao terceiro álbum em inquestionável maturidade.

Evanescence – Evanescence.

Há alguns anos fui ao cinema assistir ao filme “Demolidor” com Ben Affleck e Jennifer Garner. Confesso que nunca fui fã do Demolidor, mas da Elektra sou grande admirador – as duas melhores “graphic novel” que já li são as espetaculares “Ronin” e “Elektra - assassina” ambas roteirizadas pelo Frank Miller e a segunda ilustrada pelo assombroso “Bill Sienciewicz”. Curioso para ver o que iam fazer com a Elektra na tela assisti ao filme e, ao final da projeção fui brindado por uma música lindíssima que terminava o filme marcada por um vocal feminino de uma beleza arrebatadora. Que grupo seria aquele?

Dias mais tarde descobri que se tratava do quinteto americano Evanescence liderado pela Princesa Gothic-New Age Amy Lee. A música a trilha do “Demolidor” era “Bring me to life”. Comprei o disco e não teve mais volta. Me apaixonei perdidamente pelo Evanescence. Uma das mais perfeitas músicas Pop Metal que já ouvi foi a perfeita “Going Under”. Em êxtase completo assisti ao show deles em Porto Alegre em 17 de abril de 2007, confesso que poucas vezes delirei tanto em um show.




OK, vamos lá, sou fã declarado do Evanescence e agora, quando vi a performance deles (ou melhor, dela, e banda) no Rock In Rio fiquei impressionado com as novas músicas marcadas por uma maturidade inquestionável. Trata-se do terceiro álbum do Evanescence lançado por uma gravadora "major" e o estilo da banda está mais definido.

Encomendei o disco e demorou para chegar, não sei se já foi lançado no Brasil. Recebi o cd (claro, comprei a edição de luxo com DVD) e estou cada vez mais impressionado com a qualidade do som.

Amy Lee está cada vez melhor (e mais linda – é só ver as fotos abaixo). O disco é fortíssimo . As guitarras apresentam alto peso e definição (quero comprar uma distorção dessas – o que será que eles usam?). As bases são absurdamente bem executadas e o vocal da srta. Lee está lindo, profundo, pesado, altíssimo e impecável e descreve melodias complexas com refrãos inesperados.




Os pianos estão cada vez mais apaixonados e cortam o peso como os cacos de um espelho que se parte. Belíssimos e colorindo as composições com brutais contrastes dinâmicos juntam-se ao metal em raro bom gosto. Aliás, bom gosto é a palavra que melhor define este trabalho do Evanescence. Em nenhum momento o disco cai do nível do perfeito.

A paulada bate forte em “Never Go back” pegada metal de primeira. O grande instrumental acompanha a voz da Princesa que suspira e chora em uma das mais pesadas músicas do disco.

Trabalhando em uma fusão do melhor do heavy metal e new age a banda atinge tópicos apoteóticos. É o disco em que a banda soa mais como si mesma, com poucas influências. O disco aponta para o som que o Evanescence tendo a construir nos próximos anos – e é muito bom! Outra característica da Amy Lee como compositora é a influência marcante da  New Age o que várias vezes lembra o lindo trabalho de Tori Amos.





Destaco (se possível, pois, o disco é muito homogêneo): “What You Want”, “Made of Stone”, a lindíssima “My Heart is Broken”, “The Other Side”, “Sick”, “End of a Dream” (chega...vou citar o disco todo)

A única coisa que acho que pode ter mais são solos de guitarra. As bases são maravilhosas, mas, bons solos e mais instrumentais só iriam elevar o Evanescence ao nível de obras como o nervoso “Slave to the Grind “ do Skid Row ou “Empire” do Queensrÿche.

Magnífico exemplar que já entrou para minha história pessoal (tanto quanto o cd ”Fallen”) já indico o terceiro “Evanescene” para um dos 5 grandes discos do ano – provavelmente o vencedor. Amy Lee está cada vez melhor. Estou cruzando os dedos para ver o show ao vivo deles em breve. Se na outra vez precisei de “soro” para ressuscitar, desta vez vou ficar vários dias sem saber em que planeta estou....nota 10,00 (existe uma nota maior???)

sábado, 29 de outubro de 2011

UFO - Obsession. A estridente face melódica do Heavy Metal.


UFO – Obsession
No final de 1980, eu, a recém estava me informando sobre o que seria “esse tal de rock’n roll” e uma revista da época publicou uma matéria sobre o estilo “Heavy Metal Rock”. Uma das fotos da reportagem que me despertou a curiosidade foi a do UFO. Gostei do nome, combinava com rock pesado e voador (tanto quando Led Zeppelin).

A partir daí comecei a querer ouvir que tipo de som pesado aquela banda fazia. O único material que eu já tinha visto nas lojas era um disco chamado “Obsession” cuja capa era muito interessante. Os membros do UFO com bolhas (que pareciam de mercúrio) nos olhos, narizes e ouvidos – como se estivessem possuídos por uma força alienígena. Ao centro da capa apenas a foto do guitarrista Michael Schenker apresentava o rosto normal.

Ao passar as férias em Itajaí meu irmão deu uma passada em Balneário Camboriú e comprou o LP. Ouvimos logo que chegou. Gostei logo de cara.
“Only you can rock me” – faixa de abertura – me atordoou completamente – o solo de Michael Schenker é maravilhoso. Agudo, cortante, melódico, lindo! Perfeito! É impossível suprimir qualquer nota. Considero o melhor solo de guitarra que já ouvi.

“Pack it up and go” é uma violência sonora. Um verdadeiro soco no tímpano. A guitarra estridente de Schenker sola o tempo todo enquanto a bateria de Andy Parker soa alto e com autoridade.

Para acalmar um pouco o clima “Arbory Hill” é linda! Um maravilhoso solo de violão com acompanhamento de mellotron - entra na hora certa demonstrando que não se trata de uma banda comum, mas, trata-se de um trabalho do mais alto nível.

Em seguida a pesada e melódica “Ain’t no Baby” traz novos elementos ao disco – pulsação lenta e perfeita melodia. Um dos solos de guitarra em que Schenker soa mais agudo e dilacerante. Deve ser ouvida em volume alto (como todo o disco).

O lado 1 (em vinil, obvio) fecha com um clássico – “Looking out for #1”. A faixa aproxima o UFO do rock progressivo. É trabalhada, muito bem arranjada. Demonstra a sofisticação dos músicos e principalmente de Paul Raymond – tecladista e guitarrista. Seu arranjo no piano é emocionante, lírico e harmonicamente perfeito!

O UFO abre o lado 2 de “Obsession” com o peso de “Hot’n ready” – arena rock pesado de primeira linha. O solo rapidíssimo e com fraseado em pentatônicas dita a força da canção. Para levantar a galera em qualquer show.

“Cherry” é outro clássico – nesta aqui quem se destaca é o baixista Pete Way que delimita o tema com acordes no baixo. Contrastando partes lentas e dinâmicas com refrãos de alto pique é uma das músicas que até hoje o UFO executa ao vivo – não poderia ser diferente – a música resiste ao tempo.

Um instrumental solo de guitarra não poderia faltar neste álbum clássico. “Looking out for #1 (reprise)” é uma variação da primeira parte com a melodia sendo cantada na guitarra. Schenker demonstra toda sua expressividade e mostra porque é um dos melhores guitarristas do mundo (na minha opinião o melhor de todos os tempos).

O disco segue com as perfeitas “You don’t fool me” e “One more for the rodeo” que só confirmam a regra: peso, melodia, força, energia. Combinam perfeitamente com o disco mantendo o estilo inalterado.

Mas o destaque que fecha o disco é “Born to lose” onde a execução de Michel Schenker é clara, precisa, e sentimental. O disco conclui com esta ode maravilhosa.

Obsession é um disco reverenciado por muitos músicos da cena metal atual. Kirk Hammet (Metallica) é um fã confesso. Os membros do Def Leppard pagam reverências à banda e muitos críticos de Heavy Metal não entendem porque o UFO não tem o memso destaque de Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath e Uriah Heep, pois, “o UFO está no mesmo nível de qualidade”.

Sempre me emociono quando vou ouvir “Obsession”. Considero o melhor álbum e o melhor trabalho de guitarras de Heavy Metal já produzido. Marcou a época da minha vida como uma descoberta magnífica. Mesmo quando no Brasil não eram lançados nem eram importados muitos discos estavam saindo no exterior, foi, neste deserto musical, uma obra que me marcou e me emociona até hoje, ou seja, a admiração não foi apenas resultado da carência musical da época, e sim, o valor do disco em si.

Foi a primeira vez na minha vida que o trabalho de um guitarrista fez brotar em mim a idéia de ser um guitarrista (até então meu interesse era o teclado). No ano seguinte - 1983 - assisti ao show do Van Halen em Porto Alegre e vi outro mestre das guitarras ao vivo. Não tinha mais jeito. O coração assumiu o controle. Eu estava decidido que o instrumento elétrico de seis cordas seria minha vida para sempre e minha profissão nas próximas décadas. Graças ao perfeito “Obsession”. Minha Banda do coração. Nota 10.0

Amy Lee

Amy Lee - Olhar Profundo....

Após o impecável show do Evanescence - o novo trabalho do grupo finalmente chega às lojas. Apesar de já disponível para venda na internet, o disco sem titulo, apenas chamado "Evanescence" ainda não foi lançado no Brasil. As lojas já adiaram o lançamento do trabalho 2 ou 3 vezes, até o presente momento ainda não chegou por aqui.

Assim  que minha cópia estiver em mãos devo devo publicar o comentário por aqui - estou bastante curioso e empolgado. Sou um verdadeiro fã da Amy Lee da banda. 

Só por curiosdade, para escalrecer o comentário do Beto Lee (que não é primo da musa) nos bastidores do Rock In Rio. Pô Beto!?! Da prá ver bem que não são lentes. OK? 

Slipknot - porrada mascarada de terror!

Slipknot no Rock In Rio:

Caras!!! Eu sabia que o Slipknot era muito porrada, mas nunca tinha visto ao vivo.
Posso não ser um grande fã do estilo, mas, pensei muito durante o show e não posso ser injusto e dar uma nota menor que 10,0. Eles são extermamente profissionais. O som é muito complexo. Pode não ser tão radical como um Slayer, masm não tem como tirar o valor dos caras. O dia de hoje já está para sempre escrito na história do Rock In Rio. Estou com meu fone bem alto e estou com a cabeça zunindo. Slipknot rules! que venha Metallica! (Postado no Facebook logo após o show - com correções. Em breve comentário mais detalhado.)